sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Nestlé fica perto de vitória sobre compra da Garoto


A Nestlé caminha para obter uma vitória, na segunda instância da Justiça, na disputa que trava com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para ficar com a fabricante de chocolates Garoto. Ontem, a quinta turma do Tribunal Regional Federal (TRF) de Brasília poderia ter chegado a uma decisão favorável à multinacional se um novo pedido de vistas não tivesse ocorrido, interrompendo mais uma vez o processo, que já dura cinco anos. Essa é uma das mais longas brigas judiciais envolvendo decisões do Cade.
Independentemente de qual venha a ser a decisão da 5ª turma do TRF, a novela em que se transformou a compra da Garoto pela Nestlé ainda não deverá chegar ao final, já que os dois lados podem recorrer, seja ao próprio TRF ou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). A Nestlé comprou a Garoto em 2002. Dois anos depois, o Cade determinou que a operação fosse desfeita, por entender que comprometia a concorrência no mercado brasileiro de chocolates. Após recorrer e perder no próprio Cade, a empresa foi à Justiça, obtendo vitória na primeira instância.
O Cade recorreu ao TRF. Em janeiro deste ano, dois juízes da 5ª turma votaram a favor da Nestlé e mandaram o Cade realizar um novo julgamento da operação. O terceiro e último voto dado ontem pelo juiz federal Avio Mozar Novaes, que havia pedido vistas no início do ano, também foi favorável à multinacional suíça, mas difere dos outros dois votos por entender que o negócio deve ser considerado automaticamente aprovado, pois o Cade ultrapassou o prazo de 60 dias para análise, como manda a lei antitruste.
Diante do novo argumento, o desembargador Fagundes de Deus, que já havia votado, pediu para rever o processo, sinalizando que pode seguir o colega Novaes nessa questão. Por isso, são fortes as indicações de que o Cade perderá nessa segunda instância. Se isso se confirmar, o Cade deve recorrer também dessa decisão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Café amargo

Por ROSELI LOTURCO - Primeiro foram os benefícios, depois os bônus. Mas as metas para 2009 continuam ambiciosas e os temores também e, por causa deles, algumas empresas vêm fazendo cortes mais embaixo. E foi justamente essa a escolha da IBM. A multinacional norte-americana optou há pouco mais de um mês pelo corte do café gratuito aos seus 18 000 colaboradores no Brasil. A notícia caiu como uma bomba internamente. “
Além do café, que agora custa 75 centavos a xícara, cortaram o subsídio à refeição e reduziram drasticamente o percentual de reajustes salariais para a média chefia”, diz um exanalista de hardware da empresa, demitido junto com outros de seu departamento entre março e abril deste ano. A empresa, que diz não estar em crise, justifi ca o corte do café como um ato corriqueiro de ajustes de gestão e nega demissões em massa.
“Todo ano avaliamos se determinadas práticas se fazem necessárias. Achamos que o café pode ser pago, assim como se paga quando vai tomá-lo na padaria”, diz Osvaldo Nascimento, diretor de recursos humanos da IBM Brasil. “As pessoas fi caram chateadas, pois o café era um momento de aliviar a tensão do dia a dia, de conversar”, diz um consultor da empresa.
Uma pesquisa feita pela consultoria Robert Half mostrou que a pausa para o cafezinho é um momento para relaxar (para 55% dos entrevistados), mas também de integração (41%). Na realidade, cortar o café (dentre outros mimos) é a típica situação que pode se voltar contra a empresa.“
A repercussão é quase sempre negativa e pode provocar sabotagens dos funcionários”, diz Cristiane Gonçalves, gerente de gestão de recursos humanos da KPMG. A especialista lembra do caso de uma empresa do setor de serviços que, recentemente, tirou o celular de supervisores e gerentes e teve de voltar atrás. “A repercussão foi tão ruim que os gerentes se recusaram a atender os chefes fora do horário do expediente de trabalho. A companhia recuou em seguida.”

‘O Aprendiz’ será apresentado por João Doria Júnior

João Doria Júnior é mesmo o novo apresentador de O Aprendiz. O contrato, que será assinado nos próximos dias, foi tema de uma reunião de conselho da Record nesta segunda-feira (27/7).
A escolha do empresário do ramo de comunicação e marketing foi noticiada em primeira mão pelo
Poltrona no início de julho. João Doria Junior foi convidado por Walter Zagari, vice-presidente comercial da Record. Aceitou e começou a negociar o contrato com Honorilton Gonçalves, vice-presidente artístico e número 1 da emissora.
No entanto, mesmo após o início das conversas com o empresário, outra possibilidade corria em paralelo.
A produção de O
Aprendiz deseja há algum tempo emplacar uma edição derivada (spin-off) do reality show comandada por uma mulher. Com a ida de Roberto Justus para o SBT, decidiram apostar na mudança para a edição regular.
Alguns diretores e conselheiros da Record também acreditam no projeto. Surgiu, então, o nome de Cristiana Arcangeli para apresentar O Aprendiz.
A empresária é conhecida por criar a Phytoervas, marca de produtos de beleza, e a Phytoervas Fashion, semana de moda precursora da São Paulo Fashion Week.
Na reunião desta segunda-feira, os conselheiros tentaram convencer Honorilton Gonçalves a abrir mão de João Doria Júnior. Foi em vão.
João Doria Júnior já teve uma primeira reunião com a equipe de O Aprendiz para discutir o formato da próxima edição.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Crise faz escolas de negócios mudarem grade curricular

Por Luana Cristina de Lima Magalhães - InfoMoney - Diante da crise financeira mundial, as escolas de negócios tiveram que adaptar a sua grade curricular para atender a demanda do mercado de trabalho. Se antes a prioridade era enfatizar os aspectos financeiros, nesse momento, essas instituições de ensino começam a valorizar a gestão empresarial."Um exemplo claro dessa mudança (que sempre é de longo prazo) é dado pelas multinacionais brasileiras, ou seja, empresas com operações no exterior. A competência em gestão que era apenas a décima preocupação mais importante dos gestores para competir no mercado doméstico, hoje, depois da internacionalização, é a terceira mais relevante", afirma a diretora da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da FGV (Fundação Getúlio Vargas), Maria Tereza Leme Fleury.O problema da formação executivaUm outro problema enfrentado nos cursos, na opinião de Maria Tereza, são as dificuldades que os estudantes de educação executiva encontram por conta das falhas do sistema de educação básica brasileiro."A precariedade do ensino básico no Brasil é algo que tem impactos na educação executiva, pois é comum um aluno chegar à faculdade ou à pós-graduação com problemas de formação que impedem o aprimoramento. Nesse sentido, nossa experiência mostra que a educação executiva tem de ser pensada já desde a graduação, passando pela educação executiva e por programas de pós-graduação que desenvolvam uma mentalidade mais global".Maria Tereza destaca ainda que os programas de formação executiva precisam pensar tanto na capacitação daquele executivo que irá atuar em empresas quanto naqueles executivos que pretendem se tornar empresários, ensinando o empreendedorismo. Outra vertente de estudo que precisa ser analisada é o programa de formação de gestores públicos, atividade ligada diretamente à necessidade de modernização do Estado.Falhas no ensinoAlém dessas preocupações, as escolas de negócios também precisam verificar a eficácia de alguns métodos de ensino aplicados, como o estudo de casos. Para Maria Tereza, esse modelo de aprendizado, no qual os estudantes analisam um determinado caso de uma empresa e tomam as decisões, é limitado."O estudo de caso, fundamentado em diagnóstico e decisão, precisa compreender melhor a complexidade de uma organização. O processo de tomada de decisão fundamentado em um estudo de caso pode levar os gestores a acreditarem que as soluções para os diferentes problemas de uma organização são mais fáceis do que parecem, levando a simplificações".

Empresa de um homem só

Por Denis Mello (diretor-presidente do FBDE NEXION Consulting Na semana passada, almocei com a filha de um empresário de grande expressão na década de 90. Durante o encontro, tive a oportunidade de relembrar a trajetória daquele que foi um empreendedor visionário, que alcançou seu desejo de enfrentar desafios, transpor obstáculos e viver, exclusivamente, para o trabalho, de maneira austera, solitária e centralizadora.
Conhecido por seu temperamento explosivo, ele alcançava expressivos resultados nos negócios, utilizando como estilo de gestão a interferência pessoal junto às lideranças das áreas que não seguiam o ritmo por ele traçado. Com excepcional capacidade de liderar imperativamente, era ágil, inteligente e quase onipresente dentro da empresa. Ou seja, “um rolo compressor”, um misto de genialidade e autoritarismo. Era extremamente competitivo.
Competia com os talentos internos, as diferentes áreas da companhia e os consultores que contratava para ajustar o que, segundo ele, era resultado de deficiências causadas por quem não conseguia compreendê-lo.Com frequência, suas intervenções criavam um clima pouco propício ao desenvolvimento das pessoas, constrangendo e reduzindo as lideranças perante seus liderados.
Bastava um olhar mais severo para que as pessoas se calassem diante da negação do líder em deixar que outros “acendessem suas velas no vasto conhecimento que possuíam”, como aconselhava Winston Churchill. Fazia questão de demonstrar austeridade. Vivia em um pequeno apartamento e dirigia um carro simples, com muitos anos de uso.
Amigos não tinha e também não fazia questão de cultivar relacionamentos. Era um homem só, apesar de três casamentos e quatro filhos. Uma solidão que, conforme me relatou a filha, o acompanhou até o fim da vida. Poucos foram aqueles que se dispuseram a dele se despedir. Quem mais sentiu foi a empresa, viúva solitária. Feneceu junto com ele, como resultado de um exemplo de empreendedorismo, muitas vezes glorificado em décadas passadas, onde o “dono” era o norte, a verdade, o fim. Este não é, infelizmente, um caso isolado de um empreendimento edificado para uma única geração.
Ainda nos deparamos, em nossa experiência de muitos anos de consultoria, com este modelo de gestão de “tiro curto”. Talvez, em menor intensidade, mas que apresenta muitas semelhanças com essa história de sucesso efêmero. Vale a pena pensar nisto!

sábado, 8 de agosto de 2009

Cancun de "barbada"!!!

Os pacotes para Cancun no México cairam 70% em seus valores, motivo, óbvio, A GRIPE!!!!